The Pink Diaries - Prólogo
The Pink Diaries - Prólogo
Hi, besties!
Bem-vindos ao meu pequeno, e talvez um pouco caótico, recorte de mundo.
Eu me chamo Vitória Streit, mas você pode me chamar de Vixx. Tenho 24 anos e, curiosamente, nasci em dezembro de 2001, porque, às vezes, a vida não começa exatamente no dia em que chegamos ao mundo, mas no momento em que começamos a nos perceber nele. Sou oficialmente natural de Goiânia, embora essa seja apenas uma formalidade no papel: poucos meses depois, retornei à cidade que, de fato, me construiu — Porto Velho, Rondônia. Entre uma mãe gaúcha e um pai rondoniense, cresci atravessada por contrastes, sotaques e múltiplas formas de existir.
Talvez seja por isso que eu nunca tenha conseguido me encaixar em uma única definição. Sou feita de encontros. De histórias. De versões.
Uma vida de possibilidades, mesclando passado, presente e futuro.
Tenho uma irmã mais velha que, em muitos momentos, funciona como bússola quando me perco. Uma sobrinha cuja ausência já é, por si só, uma saudade constante. Pais que me ensinaram quase tudo — e, talvez mais importante, me ensinaram a continuar aprendendo. E, entre tantas relações que me moldam, há também um amor que já atravessa quase três anos e que, de alguma forma, me ancora no meio de tantas possibilidades.
Ah, e entre uma reflexão e outra, estou prestes a concluir a faculdade de Psicologia — o que, convenhamos, só torna tudo ainda mais complexo (e interessante).
Mas, no meio de tudo isso, eu me perguntei: para onde vão os pensamentos que não encontram espaço? Que não tem vazão nessa imensidão de existência...
E foi assim que nasceu este lugar.
Este não é apenas um blog. É quase uma coluna íntima, dessas que parecem uma conversa no meio da madrugada — sobre tudo e, ao mesmo tempo, sobre nada específico. Um espaço inspirado na leveza perspicaz de uma certa colunista nova-iorquina, mas filtrado pelas minhas próprias inquietações, vivências e, inevitavelmente, contradições.
Aqui, você vai encontrar um pouco de tudo: moda que conversa com identidade, músicas que dizem o que não conseguimos, livros que nos atravessam, arte que provoca, política que inquieta, amizades que sustentam, fé que questiona e, principalmente, pensamentos que insistem em existir.
Porque, no fim das contas, talvez a grande questão não seja sobre o que falar… mas sobre ter onde falar.
E, quem sabe, ser ouvida.
Ou melhor — lida.
Então, fica o convite: entre, se acomode e percorra essas páginas como quem folheia um diário que não é exatamente secreto, mas também não é totalmente explicado.
Sejam bem-vindos(as) ao The Pink Diaries.
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